
Em 1964, quando completei 22 anos, fui convidado, junto de alguns amigos, para visitar uma casa de praia alugada. Cada um estava dando uma quantia para pagar o alto aluguel, que valia a pena. A casa era uma mansão grande e confortável, com cinco quartos, três banheiros, dois andares, piscina e uma quadra de tênis.
Estávamos em nove. Eu, João, Alencar, Saulo, Davi, Caroline, Jéssica e Dalva. Gostando do lugar, queríamos passar o fim de semana inteiro dentro da casa, apenas se divertindo. Mas o dono dela nos fez uma visita, e então a coisa realmente ficou esquisita.
O homem se chamava Carlos, nome completo: Carlos Alberto Ribeiro Teixeira. Ele disse que tinha algo muito importante para nos contar, e foi quando eu soube.
De uma linhagem antiga de misticismo, uma família amaldiçoada vem passando de geração para geração uma maldição das trevas. Dizem que, nos anos de 1200 à 1300, uma bruxa amaldiçoou um dos ancestrais da família, Alzios. Quando o filho dele completasse 13 anos, iria tornar-se um animal que representasse seu espírito. Ele seria selvagem, perigoso e assassino.
Posso lhes afirmar que, no começo, a história não me interessou, mas como Carlos contava chamou, e muito, minha atenção. Obviamente meus colegas apenas se divertiam com o conto absurdo, mas eu não desisti. Fui aos poucos tentando achar informações disso em livros, e então descobri que, essa lenda podia ter fundamentos verdadeiros.
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