quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

O que é O Evento Metamórfico - Parte 2

Devo admitir, minha curiosidade, em certos tempos, só me faz mal. Mas eu estava fascinado por aquelas lendas. Nunca havia visto nada parecido, que tinha fundamentos tão verocímeos.
Pesquisei à fundo o assunto, até finalmente ter coragem de voltar a ter contato com Carlos, em 1967, aos meus 25 anos. Nos encontramos para almoçarmos, e eu insisti em falar sobre a metamorfóse. Carlos agora parecia querer evitar o assunto, mas cedeu e me contou mais.
Eu não acreditei quando ele me disse que, possivelmente, essa habilidade havia sido passada com os anos pelas gerações, até que, em 1879, foi a vez da família Alberto Teixeira assumir o posto.
Carlos me fez acreditar que, não passava de bobagens, mas eu não pude deixar de tentar ver se era mesmo. No que eu havia lido, a metamorfóse ocorria em horários exatos. Como 12:12:12, e sempre a luz do sol. Assim que deram 14:14:14, eu lembrei que, a metamorfóse apenas acontecia se você achasse uma forma de libertar o animal dentro de seus hospedeiro. E foi então que as coisas ficaram assustadoras.

O que é O Evento Metamórfico - Parte 1

Em 1964, quando completei 22 anos, fui convidado, junto de alguns amigos, para visitar uma casa de praia alugada. Cada um estava dando uma quantia para pagar o alto aluguel, que valia a pena. A casa era uma mansão grande e confortável, com cinco quartos, três banheiros, dois andares, piscina e uma quadra de tênis.
Estávamos em nove. Eu, João, Alencar, Saulo, Davi, Caroline, Jéssica e Dalva. Gostando do lugar, queríamos passar o fim de semana inteiro dentro da casa, apenas se divertindo. Mas o dono dela nos fez uma visita, e então a coisa realmente ficou esquisita.
O homem se chamava Carlos, nome completo: Carlos Alberto Ribeiro Teixeira. Ele disse que tinha algo muito importante para nos contar, e foi quando eu soube.
De uma linhagem antiga de misticismo, uma família amaldiçoada vem passando de geração para geração uma maldição das trevas. Dizem que, nos anos de 1200 à 1300, uma bruxa amaldiçoou um dos ancestrais da família, Alzios. Quando o filho dele completasse 13 anos, iria tornar-se um animal que representasse seu espírito. Ele seria selvagem, perigoso e assassino.
Posso lhes afirmar que, no começo, a história não me interessou, mas como Carlos contava chamou, e muito, minha atenção. Obviamente meus colegas apenas se divertiam com o conto absurdo, mas eu não desisti. Fui aos poucos tentando achar informações disso em livros, e então descobri que, essa lenda podia ter fundamentos verdadeiros.